18/06/2013

Fios de grafeno com um átomo de espessura

18/06/2013 às 00:44:00

Cientistas criam fios de grafeno com um átomo de espessura
Descoberta representa um passo importante para o uso comercial do elemento que promete revolucionar o mundo da tecnologia.

Pode parecer brincadeira, mas não é. Já foi apresentado aqui o material sólido mais leve do mundo, que era basicamente uma esponja de grafeno. Agora, cientistas afirmam terem criado fios do mesmo material, com um átomo de espessura!

Pesquisadores da Universidade Aalto e da Universidade de Utretch chegaram a uma descoberta que torna o uso comercial do grafeno mais próximo da realidade. Os cientistas conseguiram soldar quimicamente o material, ligando minúsculas estruturas que resultam em fios com um átomo de espessura que podem ser usados em eletrônicos reais.

Apesar das propriedades quase “mágicas” que o grafeno apresenta, sua estrutura nanométrica sempre se mostrou um grande obstáculo para sua aplicação em dispositivos comercialmente viáveis. As nanoestruturas do elemento possuem menos de 10 nanômetros de comprimento, o que as torna incompatíveis com os métodos de trabalho adotados pelas grandes indústrias.

Para chegar à descoberta, os cientistas usaram um microscópio especial para mapear a estrutura do material. Em seguida, o equipamento foi usado para disparar pulsos concentrados de eletricidade como forma de arrancar um único átomo de hidrogênio da lâmina de grafeno utilizada — o processo resultou em uma reação química com a largura de um átomo que funciona de forma semelhante a um fio

Estudo em fase inicial
“Não podemos usar pinças na escala atômica”, explica o professor Peter Liljeroth, chefe do grupo de física em escala atômica da Universidade de Aalto. “Usar ligações químicas bem definidas é a forma de entender o potencial futuro das nanoestruturas de grafeno nos eletrônicos”, complementa.

Apesar dos avanços obtidos pelos pesquisadores, a tecnologia ainda está em processo inicial de desenvolvimento, o que restringe seu uso a alguns experimentos sob condições bem definidas. Porém, a descoberta já se mostra um passo importante para que no futuro (que esperamos não ser distante) possamos utilizar comercialmente esse elemento que promete revolucionar o mundo da tecnologia.

Fonte: TecMundo
Lucas

Tem vinte e um anos de idade e é o idealizador e designer do Química Suprema. É entusiasta na área de Divulgação Científica com ênfase nas Ciências Químicas e Farmacêuticas. Possui noções de linguagens de programação, e entende de Design Gráfico e manuseio de programas de edição. Em 2013 cursou Licenciatura em Química e em 2014 resolveu trocar para o curso de Farmácia. Estuda na UFF.


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