16/04/2014

Qual o efeito do veneno de uma víbora no sangue?

16/04/2014 às 17:36:00

Embora 85% das cobras ao redor do mundo não sejam venenosas, elas sempre acabam por causar muito
medo na maioria das pessoas.

De cerca de 2.700 espécies conhecidas de cobras, apenas umas 30 possuem a capacidade de causar algum tipo de mal a um humano. Entretanto, pela quantidade de estrago que uma mordida de cobra pode causar, é compreensível que apenas algumas consigam causar uma má reputação à todas as outras.

No vídeo desta postagem, pessoas especializadas fazem a coleta do veneno de uma cobra da espécie Daboia russelli ou Russell's Viper (Víbora de Russel), encontrada na Índia e redondezas. Apesar de existir um eficiente antídoto para o veneno dessa víbora, todo ano milhares de mortes são registradas. As mortes acontecem na maior parte das vezes entre os mais pobres e entre os que vivem na área rural, que infelizmente possuem acesso dificultado ao antídoto.

Imediatamente após a mordida a vítima sente dor na área atingida e sangue começa a aparecer na boca em questão de alguns minutos. A pressão cai e então a pele e os músculos perto da mordida começam a necrosar.  Em um terço dos casos não tratados, a disseminação da coagulação intravascular pode ocorrer e causar falha dos rins e outros órgãos, que eventualmente ocasiona a morte.

Pesquisadores estão interessados em coletar o veneno da cobra para o desenvolvimento de antídotos e também esperam que a propriedade de coagulação do veneno possa servir para o desenvolvimento de medicamentos para impedir pessoas com trauma ou pacientes cirúrgicos de terem hemorragia.

No vídeo, uma única gota é despejada e veja o que acontece com o sangue.


Fonte: I Fucking Love Science
Lucas

Tem vinte e um anos de idade e é o idealizador e designer do Química Suprema. É entusiasta na área de Divulgação Científica com ênfase nas Ciências Químicas e Farmacêuticas. Possui noções de linguagens de programação, e entende de Design Gráfico e manuseio de programas de edição. Em 2013 cursou Licenciatura em Química e em 2014 resolveu trocar para o curso de Farmácia. Estuda na UFF.


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