11/05/2014

Neurocientista defende uso de drogas

11/05/2014 às 16:41:00

Ele já usou drogas, traficou, cometeu pequenos crimes e costumava andar com uma arma no carro em Miami, onde vivia. Sobreviveu e escapou de ir preso, como aconteceu com amigos de infância.

Aos 47 anos, o americano Carl Hart, professor de neurociência da Universidade Columbia (EUA), defende a descriminalização das drogas e que pessoas sejam educadas para usá-las, reduzindo riscos.

Sob o ponto de vista neurocientífico, defende que drogas não viciam na proporção que se imagina - apenas 11% dos consumidores podem ser considerados viciados -, não prejudicam o desempenho de uma pessoa, nem causam danos cerebrais irreversíveis.

"Nossos três últimos presidentes (Bill Clinton, George Bush e Barack Obama) disseram ter usado. Não falo isso como demérito, mas para mostrar que se pode usar drogas e ser produtivo", disse.

Mais amplamente, Carl Hart é o primeiro professor titular Afro-Americano na área científica da Universidade Columbia, onde ele é professor associado nos departamentos de Psicologia e Psiquiatria. Ele também é membro do Conselho Nacional sobre Abuso de Drogas e pesquisador cientista na divisão de abuso de substâncias no Instituto Psiquiátrico de Nova York.

Para entender melhor algumas posições do cientista, acho interessante assistir o vídeo abaixo (infelizmente o vídeo não possui legenda). Vale notar que, no vídeo, a entrevistadora chama o Dr. Carl Hart de "neuro-psico-farmacologista", um título um tanto quanto interessante. Tirem suas próprias conclusões.



Fonte: Folha de São Paulo
Lucas

Tem vinte e um anos de idade e é o idealizador e designer do Química Suprema. É entusiasta na área de Divulgação Científica com ênfase nas Ciências Químicas e Farmacêuticas. Possui noções de linguagens de programação, e entende de Design Gráfico e manuseio de programas de edição. Em 2013 cursou Licenciatura em Química e em 2014 resolveu trocar para o curso de Farmácia. Estuda na UFF.


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